Há muito que me pedem e há muito que o prometo. Agora com as férias, finalmente tive tempo de preparar esta publicação. A personagem principal de hoje é o meu cabelo, esse ser estranho e com muita personalidade.
Até os dias de hoje o meu cabelo passou por várias fases, umas felizes e outras não tanto. Até os meus oito anos, era curto - acima dos ombros -, com repinhas e liso. Sim, liso! Até o quarto ano nunca tive muitos caracóis. A pouco e pouco começou a aparecer um aqui e ali e no sétimo ano comecei a ter cachinhos, absolutamente perfeitos (e que eu gostava muito!). Depois de alguns anos sem repas voltei a adotá-las, optando mais tarde pela franja de lado.
Tive a minha fase Charlotte Free, estreei-me na coloração e pintei a franja de cor de rosa. Após algumas lavagens o cor de rosa ia ficando mais claro, quase algodão doce e isso exigia algum trabalho e paciência. Mas que era muito fofo? Era.
Cortei a franja e voltei às repas certinhas. Experiência que não resultou muito bem porque ao contrário de quando era pequena, o meu cabelo era muito mais encaracolado, o que me obrigava a esticá-las meticulosamente todas as manhãs, sem certezas que assim se ia manter. Uns meses mais tarde, pintei a franja novamente, desta vez de castanho escuro para cobrir o descolorado. Inicialmente ficou uma cor muito escura, quase preta... Muito pesada mas que a pouco e pouco desapareceu.
Desde 2010, o meu cabelo passou por poucas transformações.
Como se vê na segunda fotografia, após a descoloração/coloração ele ficou mais claro na franja, com reflexos loiros e ruivos. Fora essa zona, toda a cor é 100% natural e as madeixas mais claras sobressaem ao sol, especialmente no verão.
Durante uns booons meses, comecei a esticar a franja. Todos os dias de manhã, com o meu ferro alisador.
Mas para além da franja ter crescido imenso no espaço de um ano (notem onde está o cabelo mais claro nesta fotografia acima e onde estava na fotografia da trancinha), fartei-me e com o calor deixei de o fazer.
No verão passado, tive-o maior do que nunca mas com muita pena minha na altura, em outubro, cortei-o. Realmente custa, custa ver cair o cabelo que durante algum tempo estimámos. Mas infelizmente muitas de nós não estamos conscientes daquilo que o nosso cabelo é e precisa. Aqui em baixo podem ver o antes e o depois. Pouca diferença se nota, eu sei!
Perguntam-me muitas vezes: Como manter o cabelo tão longo e bonito?
O bonito... É muito relativo. Há dias em que o odeio por ser tão longo e encaracolado... No verão é quase como uma "manta" (como eu carinhosamente lhe chamo), que exige
muito trabalho e
dedicação. Digamos que é um cabelo muito mimado! Como todos devem e têm o direito de ser. Especialmente nos cabelos longos como o meu, há que estar sempre alerta das
pontas espigadas. A melhor solução é sem dúvida cortá-las - aconselharam-me o fazer de 3 em 3 meses. Para prevenir uso a gama
Pontas Sedosas da Herbal Essences (o cheiro é divinal). As cabeleireiras ralham comigo, dizem que os shampos de supermercado têm muito sal e para evitar futuros sermões, uso também os shampos de Hidratação Profunda da L'oreal - segundo as cabeleireiras o aconselhável para o meu tipo de cabelo.
Na minha opinião, o segredo está em conhecermos o nosso cabelo. Se ele tem a mania de ser rebelde e gosta de ter caracóis, temos de lidar com ele assim mesmo, hidratá-lo e oferecer-lhe umas ondas ainda mais bonitas. Gostavam que fosse esticado? Optar pelo caminho mais fácil porquê? Há quem o tenha liso e deseje o contrário. (Yuup, nós mulheres somos mesmo complicadas...) Mas nos dias de hoje existem instrumentos que permitem fazer o que nós quisermos! Podemos esticá-lo, encaracolá-lo... Se nos sentimos insatisfeitas, o poder de mudar está nas nossas mãos. Acima de tudo, dêem graças àquilo que são e possuem! O engraçado de ser humano é que somos todos diferentes e únicos. :}
Espero que tenham gostado! Qualquer dúvida basta comentarem.
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